terça-feira, 28 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Isaac Asimov - Uma pequena mostra da exatidão de um pensamento inteligente

A entrevista abaixo é de 1988 e Asimov fala sobre educação e o que viria a ser INTERNET, antes dessa palavra existir.



Isaac Asimov foi o escritor mais prolífico da ficção científica ultrapassando 400 livros. Os melhores comentários do criador de Eu Robô (o filme não se compara ao livro nem de longe) e Homem Bicentenário são sobre a vida e sociedade. Se você não leu nada dele, recomendo que comece pelos livros que são coletâneas de contos. São contos bem curtos, muito carismáticos e alguns de arrepiar a espinha de tão brilhantes.

Asimov era também ateu. O livro que escreveu em conjunto com Robert Silveberg : O Cair da Noite mostrava uma sociedade polarizada entre céticos e seguidores de uma crença e as profecias dessa crença que estavam se desdobrando, desafiando o mecanismo do pensamento cético. Genial! Na época em que li, eu (que vergonha) era seguidor de uma crença e havia terminado de ler pela 3º vez a bíblia na íntegra. Sim eu fiz isso. O Cair da Noite deu uma força pra que eu largasse toda aquela bobagem. Além de ser bem mais divertido que as grotescas inconsistências bíblicas (estou sempre espetando, acostume-se). Enfim, veja Asimov falando em como poderia ser a educação e atalho vocacional com a ajuda de uma poderosa ferramenta que poderia haver no futuro. E que você está usando agora.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

O processo de NÃO PENSAR conhecido como fé

Atrasado pro trabalho, passo num trailer de um senhor que vende uma especialidade gourmet...  caldo de cana com pastel... maus hábitos de uma vida corrida.


Tem tempo que eu reparei que esse senhor é evangélico. Admira minha educação e manda sempre uma "benção" ou coisa assim. Me parece boa pessoa e gradativamente  conta "trechos dramatizados " de sua vida; em como usou drogas, quase se atirou de um prédio até que Jesus (olhe lá no céu, é um pássaro? é um avião? é SUPERMAN!) o salvou. Enfim, histórias que todos conhecemos. Talvez ele confunda minha postura como alguém que compartilha da mesma crença. Vai ter uma baita decepção quando eu lhe disser que sou ateísta. Do ponto de vista de um crente típico (generalizando), bondade e descrença não existem juntas. Pra um crente, aliás pra maioria das pessoas, se você não tem fé, você é mau. E segundo Rorscharc: "Evil must be punished."


Uma amiga pôs no perfil dela do orkut que ela queria que deus a ajudasse e isso durou dias sem que ninguém expressasse apoio - o problema dela não era grave,chateação de briga com namorado - bom, bastou que eu dissesse que ela esquecesse porque Deus não existe pra chegar a cavalaria. As reações foram diversas, gente que não respondeu a menina antes o fez de encontro ao que expressei. Foram reações a minha frase, não necessariamente de solidariedade a moça, e expressivamente com ódio se contendo direcionadas a mim de forma nem tão indireta. Não me refiro ao Talibã. É gente aqui do Brasil mesmo, que você esbarra nas ruas o tempo todo. E é esse mesmo princípio que de forma vitaminada faz umas pessoas explodirem suas vísceras. Até você que está lendo pode ter sido uma delas. Por que você não respondeu antes e procurou ver qual era o problema da moça? responda pra si. Fé é mesmo atrelada a essa coisa hipócrita. As duas não existem de forma dissociadas. E por que é assim? porque fé é uma coisa vazia por si mesma. É a falta de resposta a uma fantasia que não se sustenta. Quando todos os argumentos acabam. Apela-se a fé. É a criança encurralada que não sabe responder mas que diz sim porque sim porque sim, porque sim...
Fé é algo infantil no sentido ruim. É difícil a gente não perceber  porque fomos educados a ter como uma coisa boa. Nos dizem desde criança, os filmes, parte da cultura que absorvemos repete isso. É um trem cheio de gente indo a lugar algum, mas todos gostam de imaginar que está em movimento e sorriem uns pros outros durante tanto tempo que aquele que percebe o embuste, se levanta e vai embora, é visto pela maioria com raiva. Não pensar é mais fácil. E quem cruza essa linha é imediatamente odiado. E olha que é ódio mesmo, desejo puro de que a pessoa sofra, de que se dê mal. Por mais que isso contradiga a crença.
Os ateus aliás podem ser a classe mais agudamente odiada no mundo. Basta declarar não acreditar em Jesus, Jeová, Kardeck ou Tarantino pra ver expressões de raiva descontrolada. E aumenta de acordo com a estupidez da pessoa. Quanto mais burra, mais ataque de pelanca ela tem. Quem não pensa, agride...paciência.

Do meu ponto de vista, fé é que é de verdade o mal. É o mal do mundo. É o não pensar seja por medo, inconformismo ou os dois. Mas acima de tudo, o princípio ativo (peguei essa de bula de remédio) da fé é a ignorância mesmo. Nesse ponto, buscar ser bem informado, questionar, testar e confrontar são vistos como arrogância, exibicionismo e defeitos. São os valores sendo invertidos pra dar força a crença nem que seja na base da porrada. Como sempre foi aliás... é excluir a razão.


A foto acima é de uma feira da igreja católica na minha cidade. Por mais imbecil que eu considere as pessoas colocando papéizinhos de pedidos pra uma escultura numa igreja, as cocadas são deliciosas de todos os tipos e tem sempre um bom preço. Tô tentando ver o lado bom, ok? nesse dia eu finalmente experimentei um acarajé e... prefiro cheesburguer...

sábado, 10 de julho de 2010

PC Siqueira é Ateu - e esse sujeito está... absolutamente certo.

Por mais que a gente fique atento a cultura, algumas coisas escapam. Eu não conhecia nada do PC Siqueira e pelo visto comecei com o melhor, o vídeo abaixo mostra exatamente o que penso de religião. Claro que pretendo escrever mais a respeito. Por enquanto, divirta-se com o vídeo e no youtube pegue a parte 2. É bom demais. PC Siqueira ganhou um fã.
Aos religiosos que ficarem revoltados... sem brigas; primeiro vejam o video até o final e pensem por favor se é algo diferente lá na sua igreja ou salão enfim.




domingo, 4 de julho de 2010

FUTEBOL por quem não gosta de futebol

"Dança carioca, canta carioca!"
Há alguns anos tive uma experiência chata em uma das minhas visitas a Ribeirão Preto (cidade bonita no interior de São Paulo) em uma festa, algumas  pesosas que tinham pouco contato com cariocas, em especial uma senhora financeiramente abastada, queria que eu contasse piadas, cantasse, falasse sobre futebol, esse tipo de coisa. Era o estereótipo do que ela imagina ser um carioca que ela queria ali. Quase um arlequim. Ela ficou bem decepcionada, esse carioca aqui curte Jornada nas Estrelas, Além da Imaginação, Nikola Tesla, Isaac Asimov... Se me pedisse pra desenhar, até seria um prazer. A insistência dela em ter um bobo da corte só me aborrecia. Sim, eu danço em momentos bem específicos e acompanhado. Cantar? não, poupo as pessoas de uma experiência desagradável (gostaria que Jorge Vercillo seguisse meu exemplo). Assim como não ligo pra praia, nao soltei pipas na infância por mais que 4 minutos (embora ache isso fascinante) e futebol.. no thanks. 50 segundos é minha tolerância pra acompanhar uma   partida. Futebol é redundante, é a mesmice se repetindo num looping sem características especiais. Ao menos pra mim.

E é uma coisa muito pior também: a agregação do fanatismo violento. E digo isso com experiência de estar dentro de um ônibus que teve  todos os vidros destruídos, gente sangrando e o ônibus sendo balançado até quase cair. Por que? porque um idiota ofendeu outro idiota do time adversário. Mais de 50 pessoas cercaram o ônibus. Nem lembro que torcidas eram. Lembro que o motorista ameaçou tacar o carro num poste se ele fosse atingido por algo. Uma imbecilidade.
A criança cresce e é "ensinada" pelo pai que deve ser um vasco ou flamengo ou sei lá. Nenhum sentido nisso. Você admira alguma coisa ou alguém pela conjunto de virtudes que essa coisa tem que pode variar. Futebol é vazio porque não é sequer a admiração pelos talentos envolvidos, é o fanatismo por um símbolo que em si não quer dizer nada.

Copa do mundo? vou dizer o que acho especial, países distantes, milhões de pessoas ao mesmo tempo olhando pro mesmo evento. Por mais que eu não seja uma dessas pessoas o evento em si é algo fantástico. Deveria haver muito mais em outras modalidades que não fosse restrito a esportes. Mas parece não haver interesse. Não pensar é o esporte mais praticado no planeta. E quem não pensa... agride.

A bela ilustração que decora meu post foi feito em ocasião da Copa pela artista plástica Luzimar Lanes e é reproduzida com a devida autorizaçãoConheça mais de seus trabalhos clicando aqui: Luzimar Lanes Artes

quarta-feira, 9 de junho de 2010

12º Salão do Livro para Jovens e Crianças

E a minha estréia como ilustrador de livro infantil, começa com lançamento desse em 10 de junho agora.

Trata-se de: O Reino do Aqui-Pode, uma história simples e deliciosa escrita por Alexandre Azevedo que tem mais de 70 livros publicados. Esse faz parte da coleção Rima que Anima da Editora Imperial Novo Milênio sob a batuta da doce Susi. Na ocasião que ilustrei, estava no meio de um tornado de situações rocambolescas envolvendo chuvas recordes, computadores queimando, amigos problemáticos (e mais)e onde tive de abrir mão de uma coisa chamada sono e do contato com pessoas que amo verdadeiramente pra poder dar conta do compromisso.

Clique pra; Programação do Salão do Livro no Rio
                  Comprar o livro (excelente preço,totalmente em cores e grande: 21cm)
                  Ver os outros lançamentos inluindo o da coleção Rima que Anima

Ícone de volta: Teatro Municipal

A coisa que mais se vê em páginas pessoais é "tem tempo que não posto" seguido de uma explicação esquecível. Aqui vai a minha: sou ilustrador e trabalho pacas. A verdade é que ocorreram coisas dignas de posts sim, mas não deu. Bom, estou me sentindo um tanto turista em meu próprio estado e fico tirando fotos do centro da cidade. Eu tenho mesmo uma coisa com o centro da cidade. Meu primeiro emprego foi lá aos 16 e apenas após deixar o emprego (que era bom) é que pude curtir o centro do Rio. Antes eu o tinha como lugar de obrigação, nunca de lazer. Tirada toda essa carga, você percebe que é um lugar riquíssimo de sensações que flertam com cultura tantas vezes. E tenho boas memórias dali. Muitas namoradas. Duas em especial que associo com cheiro de pipoca doce e a memória de cinemas que não estão mais lá... que pena.
Você dá uma queda pela 13 de maio e topa com a surpresa da reforma do Teatro Municipal. A limpeza e o dourado rico dos ornamentos. Fulgurante e convidativo. Na escada tem uns gaiatos que oferecem ingressos pra espetáculos  e tal, gostam de citar o nome da Fernanda Montenegro. Eles achavam que eu não era do Rio (minha dicção alienígena  imprime um sotaque como do Sul sei lá), o fato é que os ingressos oferecidos eram falsos. Não caia nessa. Fotos de dentro do teatro num futuro próximo...